A reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou importantes lições ao Marketing Político. Muito mais do que o uso da internet e das mídias sociais em sua primeira primeira campanha presidencial em 2008, especialmente divulgado por oportunistas "expert's de plantão" que a cada véspera de eleições no Brasil tentam vendê-la como a "grande revolução da vez", a campanha de 2012 veio confirmar uma das premissas básicas do Marketing: a segmentação.
Muito além da simples divisão do eleitorado em classificações como sexo, idade e região, é preciso haver o maior número possível de informação acerca do eleitor, suas características, gostos, necessidades e costumes. Em comunicação política, mais do que qualidade, o que vale é a qualidade da mensagem. Foi esse o fator diferencial da vitoriosa campanha à reeleição de Obama, ao utilizar de forma inédita no marketing Político o cruzamento de dados de uma enorme base unificada chamada de "Big Data".
O sistema de análise de dados, gerando informações em alta velocidade em busca de tendências, cenários, motivações e reações, permitiu alcançar cifras recordes de arrecadação, definir e direcionar com precisão os meios nos quais se investiu em propaganda, especialmente nos estados onde a vitória de Obama era mais incerta, possibilitando a personalização e a segmentação das ações e mensagens. Essa capacidade de obtenção e processamento de informações sobre os eleitores foi decisiva ao desenvolver uma campanha nacional como uma eleição local, em que os interesses individuais eram conhecidos e abordados diretamente a quem se interessava por eles, e no meio de comunicação mais adequado a tal faixa de eleitorado.
Resultando na maximização do gasto e da eficiência da comunicação política de campanha.
Depois dessa eleição, é possível afirmar que nunca mais uma campanha presidencial americana será igual.
Os eleitores mudaram, e a equipe de campanha de Obama teve a exata noção. Por isso o resultado que, a princípio alguns agentes da mídia tentaram passar como "apertado", não se congretizou. A considerável diferença em número de Colégios Eleitorais (61,7% Obama, 38,3% Romney) demonstra claramente que os Republicanos, partido de oposição a Obama, não modificaram seu modo de fazer política, nem de fazer campanha. Assim como diversos políticos brasileiros que, talvez também por isso, estão fora da cadeira que por tanto tempo ocuparam. Partidos e políticos devem entender e fazer parte dessa nova dinâmica ou ficarão pelo caminho.
Dessa forma, a reeleição de Barack Obama serve como base de por onde caminhará o Marketing Político nos próximos anos. Em vez de instituições amadoras que se orgulham por acompanhar eleições há décadas e se guiam por instintos, a campanha vitoriosa baseia-se na precisão fundamentada em estatística, informação e estratégia.
Síndico profissional João é legislador de convenção e regimento interno de condomínio.
Fonte: Leandro Grôppo Consultor de Marketing Político. Sócio-diretor da Strattegy Comunicação e Marketing Político. Membro da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos.

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