segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Campanha Eleitoral e o Plano de Marketing

Estratégia
É de suma importância para uma campanha eleitoral, de qualquer tamanho, que um bom plano de Marketing seja elaborado, pois ele lançara bases sólidas para um planejamento eficaz e fará com que toda a comunicação seja realizada com criatividade e objetivos realistas.
Esse plano estabelecerá prazos e metas, eliminando adivinhações na alocação de recursos, tanto humanos  quanto materiais e principalmente financeiros. Identificará os obstáculos e problemas e ainda procurará soluções, colaborando para o sucesso de uma campanha eleitoral.
É relevante para o êxito do plano de Marketing Eleitoral, definir se queremos em nossa comunicação satisfazer as necessidades ou os desejos de nosso provável eleitor. As necessidades são imediatas, racionais e funcionais, enquanto que os desejos são emotivos, secundários e simbólicos.
Delineamento do plano

  1. Análise da situação (descrever)
a) Problemas
b)Oportunidades
c)Pontos fracos
d)Pontos fracos

Verificar os problemas relativos à campanha. Falta de recursos financeiros e materiais são problemas inerentes à quase todas as campanhas eleitorais. Votos muito pulverizados , imagem desgastada ou nenhuma imagem pública. Fazer uma relação de mais ou menos cinco problemas. Identificar as oportunidades relativas a essa mesma campanha eleitoral. Público-alvo definido, defesa de interesse de uma classe. Seus trânsitos em outras áreas ou segmentos, apoios políticos e financeiros, materiais e humanos são alguns exemplos de oportunidades. Relacionar cinco principais.
Pontos fracos e pontos fortes são relativos à pessoa do candidato. Exemplo de pontos fracos: sem experiência em campanhas, pouca articulação política, deficiente trabalho nos núcleos de base, etc.
Quanto aos pontos fortes também é relativo ao candidato e não a sua candidatura.
Possuir uma boa agenda de trabalho e um bom plano de Marketing são bons exemplos de pontos fortes do candidato.
2. Objetivos (pretensão) - O que fazer
Estabelecer o numero de votos suficientes para que se ganhe uma eleição. Este é o objetivo.


3. Metas - O que se espera fazer
Meta é diferente de objetivo. Se o objetivo é conseguir 1.000 votos então terá que ser realizados 10.000 contatos neste grupo de interessados em satisfazer os seus desejos ou suas necessidades. Para conseguir isso será necessário fatiar a campanha. Se em oito meses de campanha preciso contatar 10.000 pessoas, faremos da seguinte maneira: 1.250 contatos por mês, 42 contatos por dia e assim por diante. É assim que se fatia uma campanha. Essa é a meta, contatos/dia.

4.Detalhamento do plano
a) Como fazer
Balancear a campanha em públicos-alvo principal, público-alvo secundário, público alvo- em eleitores dispersos e assim por diante.
b)Cronograma de ações
Determinar o cronograma de ações da campanha com base no cronograma legal estabelecido pelo TSE. Estabelecer quando e como serão efetivados esses contatos, definição de equipes e modus operandi, quando orçar e quando adquirir os materiais de campanha. Balancear a distribuição de materiais de campanha de acordo com o cronograma de ações. Por que isso? Muitos candidatos saem com seu material de campanha já no inicio e e quando chega o momento oportuno já não possuem mais materiais nem condições financeiras para sustentar a sua campanha eleitoral.
c) Cronograma financeiro
Este cronograma estabelece as condições ideais de desembolso financeiro para a sustentação da campanha eleitoral. Está intimamente ligado ao cronograma de ações. É fundamental para uma campanha que este cronograma seja observado à risca para que a campanha eleitoral. não chegue ao ponto máximo sem que aja a suficiente provisão de recursos para sustentar suas metas rumo ao objetivo.
5. Recursos necessários 
É aqui neste plano de Marketing básico que será estabelecido, dentro de seu objetivo e de suas metas, os recursos humanos, materiais e financeiros que serão disponibilizados, nas suas quantidades e nos seus tempos.

6. Resultados esperados
Uma campanha eleitoral não é assim tão fácil. Mas ficará se for desenvolvido um bom plano de marketing em sua campanha eleitoral em busca de seu objetivo. Portanto, comprometa-se com seu plano e terá milagres votos como frutos do comprometimento.

Síndico profissional João é legislador de convenção e regimento interno de condomínio.

Fonte: Hugo Weber Jr Consultor em Marketing Eleitoral. Diretor da Voto Válido - Planejamento de Resultados Eleitorais, empresa especializada em Marketing Estratégico, Comunicação Integrada e Construção de Imagem Pública. Professor dos cursos "Planejamento Estratégico em Eleições" e "Marketing Político/Eleitoral" - Escola de Gestão de Pública, Política e Jurídica - Faculdade Internacional de Curitiba - FACINTER - Centro Universitário Internacional - UNINTER. Palestrante Profissional. Membro da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos.
twitter.com/Briefingdocandi  
                  

domingo, 14 de dezembro de 2014

A lição da campanha de Obama

A reeleição do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reafirmou importantes lições ao Marketing Político. Muito mais do que o uso da internet e das mídias sociais em sua primeira primeira campanha presidencial em 2008, especialmente divulgado por oportunistas "expert's de plantão" que a cada véspera de eleições no Brasil tentam vendê-la como a "grande revolução da vez", a campanha de 2012 veio confirmar uma das premissas básicas do Marketing: a segmentação.
Muito além da simples divisão do eleitorado em classificações como sexo, idade e região, é preciso haver o maior número possível de informação acerca do eleitor, suas características, gostos, necessidades e costumes. Em comunicação política, mais do que qualidade, o que vale é a qualidade da mensagem. Foi esse o fator diferencial da vitoriosa campanha à reeleição de Obama, ao utilizar de forma inédita no marketing Político o cruzamento de dados de uma enorme base unificada chamada de "Big Data".
O sistema de análise de dados, gerando informações em alta velocidade em busca de tendências, cenários, motivações e reações, permitiu alcançar cifras recordes de arrecadação, definir e direcionar com precisão os meios nos quais se investiu em propaganda, especialmente nos estados onde a vitória de Obama era mais incerta, possibilitando a personalização e a segmentação das ações e mensagens. Essa capacidade de obtenção  e processamento de informações sobre os eleitores foi decisiva ao desenvolver uma campanha nacional como uma eleição local, em que os interesses individuais eram conhecidos e abordados diretamente a quem se interessava por eles, e no meio de comunicação mais adequado a tal faixa de eleitorado.
Resultando na maximização do gasto e da eficiência da comunicação política de campanha.
Depois dessa eleição, é possível afirmar que nunca mais uma campanha presidencial americana será igual.
Os eleitores mudaram, e a equipe de campanha de Obama teve a exata noção. Por isso o resultado que, a princípio alguns agentes da mídia tentaram passar como "apertado", não se congretizou. A considerável diferença em número de Colégios Eleitorais (61,7% Obama, 38,3% Romney) demonstra claramente que os Republicanos, partido de oposição a Obama, não modificaram seu modo de fazer política, nem de fazer campanha. Assim como diversos políticos brasileiros que, talvez também por isso, estão fora da cadeira que por tanto tempo ocuparam. Partidos e políticos devem entender e fazer parte dessa nova dinâmica ou ficarão pelo caminho.
Dessa forma, a reeleição de Barack Obama serve como base de por onde caminhará o Marketing Político nos próximos anos. Em vez de instituições amadoras que se orgulham por acompanhar eleições há décadas e se guiam por instintos, a campanha vitoriosa baseia-se na precisão fundamentada em estatística, informação e estratégia.

Síndico profissional João é legislador de convenção e regimento interno de condomínio.

Fonte: Leandro Grôppo Consultor de Marketing Político. Sócio-diretor da Strattegy Comunicação e Marketing Político. Membro da ABCOP - Associação Brasileira de Consultores Políticos.